Jornalismo News | Maceió, 30 de outubro de 2026
O Comitê Intersetorial Pop Rua Maceió divulgou, nesta sexta-feira (30), uma nota pública de solidariedade e repúdio às denúncias de violência policial envolvendo Luciene da Silva Lemos, integrante da Ocupação Aqualtune, em Maceió. O episódio denunciado teria ocorrido em 19 de outubro de 2026, durante uma abordagem realizada por policiais militares.
Segundo relatos atribuídos ao Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Luciene teria sido submetida a violência física, psicológica e possível abuso de autoridade. A denúncia aponta que policiais militares encapuzados, supostamente vinculados ao 12º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas, teriam algemado a moradora e a conduzido à Central de Flagrantes sob suspeita de envolvimento com tráfico de drogas.
Outras mulheres da ocupação também teriam relatado episódios de intimidação, constrangimento e ofensas durante a ação policial.
As acusações ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes. A nota do Comitê não constitui comprovação dos fatos denunciados nem estabelece responsabilidade individual dos agentes mencionados.
Comitê cobra providências das autoridades
Diante da gravidade das denúncias, o Comitê solicitou providências urgentes ao Ministério Público do Estado de Alagoas, especialmente à Promotoria de Justiça responsável pelo Controle Externo da Atividade Policial, à Corregedoria-Geral da Polícia Militar e à Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Entre as medidas defendidas estão a identificação dos agentes envolvidos, a preservação de eventuais imagens e registros da operação, a oitiva das pessoas que apresentaram as denúncias e das testemunhas, além da investigação de possíveis violações de direitos humanos.
A entidade também defende a responsabilização dos envolvidos caso sejam comprovadas irregularidades, respeitando o devido processo legal.
Defesa dos direitos humanos e proteção às mulheres
O Comitê ressalta que as operações policiais devem observar os princípios da legalidade, proporcionalidade e respeito à dignidade humana.
A manifestação também chama atenção para a necessidade de proteção institucional às mulheres que eventualmente tenham sofrido violações, assegurando condições adequadas para prestar depoimentos sem intimidações ou represálias.
O documento reforça que pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo integrantes de ocupações urbanas e movimentos populares de luta por moradia, possuem direitos fundamentais que devem ser integralmente respeitados.
Entidade acompanhará os desdobramentos
O Comitê Intersetorial Pop Rua Maceió informou que acompanhará os encaminhamentos institucionais relacionados às denúncias e reafirmou seu compromisso com a dignidade humana, a justiça social e o enfrentamento da violência institucional.
Na manifestação, a entidade sustenta que segurança pública e direitos humanos devem caminhar juntos, dentro dos limites estabelecidos pela Constituição Federal.
A nota termina com uma defesa da apuração rigorosa de toda denúncia de violência institucional.
Outro lado: Até a elaboração desta reportagem, não foram apresentadas ao Jornalismo News manifestações oficiais da Polícia Militar de Alagoas, da Secretaria de Estado da Segurança Pública ou dos agentes mencionados. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e eventuais posicionamentos.
Fonte da reportagem: Nota pública do Comitê Intersetorial Pop Rua Maceió, datada de 30 de outubro de 2026.
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