Comitê Pop Rua Maceió debate saúde mental e criação de plano municipal

Reunião realizada na sede histórica da OAB/AL reuniu representantes do poder público, movimentos sociais e entidades que atuam na defesa da população em situação de rua

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Comitê Pop Rua Maceió debate saúde mental e criação de plano municipal
Assessoria

O Comitê Pop Rua Maceió realizou, no dia 8 de setembro de 2026, uma importante reunião para discutir os principais desafios enfrentados pela população em situação de rua na capital alagoana. O encontro aconteceu na sede histórica da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas (OAB/AL).

A reunião foi conduzida pelo presidente do Comitê, o advogado Raudrin de Lima Silva, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, e contou com a participação de representantes do poder público, movimentos sociais, serviços públicos e entidades da sociedade civil.

Entre os participantes estavam a secretária da Secretaria Municipal Extraordinária de Inclusão Social e Ações Comunitárias de Maceió (SEISAC), Gabriela Freitas; Rafaelly Machado, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua; Jorgina, do Consultório na Rua; além de representantes da Casa de Ranquines, do Movimento Pop Rua e do Movimento de Assentamentos.

Saúde mental é apontada como um dos maiores desafios

Durante a reunião, os participantes apontaram a saúde mental como um dos maiores gargalos no atendimento à população em situação de rua. O debate destacou a necessidade de ampliação e fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, especialmente dos serviços destinados às pessoas que enfrentam sofrimento psíquico ou problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

Segundo as informações apresentadas no encontro, Maceió conta atualmente com dois Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). Anteriormente, a capital possuía apenas uma unidade.

Apesar da ampliação, os participantes avaliaram que a demanda continua elevada, principalmente quando consideradas as necessidades específicas da população em situação de rua. Também foi defendida uma maior integração entre os CAPS AD, o Consultório na Rua, os serviços de assistência social, as unidades de acolhimento e os demais equipamentos públicos.

Plano Municipal para a População em Situação de Rua

Outro encaminhamento importante foi a proposta de elaboração do Plano Municipal de Políticas Públicas para a População em Situação de Rua.

Durante o encontro, a secretária da SEISAC, Gabriela Freitas, colocou-se à disposição para promover a articulação institucional com as demais secretarias e órgãos da Prefeitura de Maceió, buscando construir uma política pública integrada e permanente.

A proposta é que o Plano Municipal seja elaborado com a participação do poder público, do Comitê Pop Rua Maceió, dos movimentos sociais, das entidades da sociedade civil e, principalmente, das próprias pessoas em situação de rua.

Para o presidente do Comitê, Raudrin de Lima Silva, a construção do plano representa um passo fundamental para transformar as reivindicações apresentadas pela população em situação de rua em ações concretas do poder público.

“Precisamos fortalecer a rede de saúde mental e construir políticas públicas permanentes, com orçamento, planejamento e participação popular. A população em situação de rua precisa ser ouvida e reconhecida como sujeito de direitos”, destacou.

Portaria do Comitê deverá ser atualizada

A reunião também discutiu a atualização da portaria de criação e regulamentação do Comitê Pop Rua Maceió. A medida busca adequar sua composição, ampliar a participação das instituições e fortalecer sua atuação no acompanhamento das políticas públicas municipais.

Entre os encaminhamentos definidos estão a articulação entre as secretarias municipais, o levantamento das principais demandas na área da saúde mental, o fortalecimento dos serviços de atendimento e o início do processo de revisão da portaria do Comitê.

Novas reuniões deverão ser realizadas para acompanhar as providências e estabelecer as próximas etapas da elaboração do Plano Municipal.

O encontro reafirmou a importância do diálogo entre o poder público, os movimentos sociais e as entidades que atuam diariamente na defesa dos direitos humanos. Para os participantes, enfrentar a situação de rua exige políticas públicas integradas, atendimento humanizado e compromisso institucional com a dignidade das pessoas mais vulneráveis.

Jornalismo News
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FONTE: Assessoria
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