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16/11/2023 às 22h12min - Atualizada em 16/11/2023 às 22h12min

E agora JHC?

A justiça tarda, mas não falha

RODRIGO GOMES
REDE ALAGOANA

No último dia 14 de novembro, a Justiça de Maceió concedeu liminar favorável aos vereadores José Márcio de Medeiros Maia Júnior e João Gabriel Costa Lins, permitindopo-lhes o acesso irrestrito às dependências do Hospital da Cidade (antigo Hospital do Coração). A decisão foi tomada em resposta a um Mandado de Segurança impetrado pelos parlamentares em face do Prefeito de Maceió, JHC, e do Diretor Administrativo do Hospital, Celso Gasques

A recusa em permitir a visita dos parlamentares, cujo objetivo era fiscalizar o emprego de recursos públicos na instituição recentemente adquirida pela Prefeitura, foi o ponto central do embate judicial. O Boletim de Ocorrência nº. 00135266/2023, registrado na Central de Flagrantes de Maceió, documenta a negativa de acesso, desencadeando a busca pela intervenção do Poder Judiciário.

O magistrado responsável pela decisão evidenciou a plausibilidade do direito dos vereadores, enfatizando a prerrogativa constitucional do Legislativo municipal em exercer o controle externo. A crítica ao Prefeito JHC está centrada na aparente resistência em permitir a fiscalização, uma prática que, segundo a Constituição Federal, é inerente à função legislativa.

A decisão liminar determina que as autoridades municipais cessem imediatamente a obstrução ao acesso dos vereadores, permitindo a eles adentrar todas as dependências do Hospital e do Centro Médico. O juiz, contudo, ressalta a possibilidade de agendamento controlado, levando em consideração as peculiaridades do ambiente hospitalar e as medidas de segurança.

A postura do prefeito, conforme destacada na decisão judicial, levanta questionamentos sobre a transparência na gestão pública e a disposição em colaborar com a fiscalização parlamentar. A notificação para apresentação de informações no prazo de 10 dias e a intervenção do Ministério Público do Estado de Alagoas sugerem que a batalha legal está apenas começando, enquanto a sociedade espera por esclarecimentos e responsabilidade na administração dos recursos públicos.


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