Comemorado no dia 21 de outubro, o Dia Mundial da Iluminação faz o convite para um passeio pela história de um serviço hoje essencial às cidades. Em Maceió, essa história reúne antigos lampiões, a contribuição de um inventor alagoano e a modernização promovida pela Autarquia Municipal de Iluminação Pública (Ilumina), que hoje mantém uma rede com mais de 85 mil pontos luminosos.
A lâmpada elétrica surgiu de experiências de diferentes pesquisadores ao longo do século XIX. Entre eles, Joseph Swan e Thomas Edison contribuíram para o desenvolvimento da iluminação incandescente. Em 21 de outubro de 1879, Edison e sua equipe aperfeiçoaram um modelo com filamento de carbono, ajudando a tornar a luz elétrica viável para o cotidiano.
Na capital alagoana, antes da eletricidade, as ruas eram iluminadas por lampiões abastecidos com azeite de peixe e, posteriormente, querosene. O serviço de iluminação pública elétrica teve início em 14 de janeiro de 1896, marco que completa 130 anos em 2026.
Parte dessa memória passa pelo mecânico e inventor Argemiro Augusto da Silva, natural de Pão de Açúcar. Morador de Maceió, ele desenvolveu uma lâmpada com filamentos de materiais vegetais locais e apresentou o invento em sua residência, na Rua do Comércio, em abril de 1887. A trajetória do inventor é resgatada no artigo “Argemiro e a lâmpada das Alagoas: uma experiência na Belle Époque”, publicado em 2013, na Revista Brasileira de Ensino de Física.
Argemiro também apresentou uma proposta para iluminar a cidade, aprovada em 1888, mas cuja concessão foi posteriormente revogada. Sua atuação o tornou um dos pioneiros da eletricidade em Alagoas.
Ao longo do tempo, novas tecnologias transformaram a iluminação urbana. Em Maceió, a substituição das lâmpadas convencionais de vapor de sódio por luminárias LED amplia a eficiência energética, a durabilidade dos equipamentos e a qualidade da iluminação.
Os números mostram o ritmo dessa transformação. Quando a atual gestão assumiu, apenas 13% da iluminação pública de Maceió era em LED; hoje, esse índice chega a 75%. Ao todo, 39 comunidades da capital já contam com iluminação 100% em LED, entre elas a Grota do Arroz e a Vila Emater, além de 16 bairros totalmente modernizados. Somente em julho deste ano, a Ilumina concluiu 5.079 atendimentos, com serviços que vão da troca de luminárias e relés à correção de falhas em circuitos elétricos.
Além da manutenção, a autarquia tem expandido a rede para áreas que antes não eram atendidas, como a Grota do Andraújo, em Garça Torta, e entregou recentemente a nova iluminação da Avenida José Ribeiro Toledo, entre Cruz das Almas e São Jorge, com 52 postes de fibra de vidro e 104 luminárias de LED.
“Celebrar o Dia Mundial da Iluminação é reconhecer que a luz faz parte da história de Maceió, desde os lampiões e a lâmpada de Argemiro, até a rede moderna que temos hoje. Cada ponto que trocamos ou instalamos significa mais segurança, mais convivência e mais dignidade para quem vive na cidade. Nosso compromisso é seguir avançando para que toda Maceió seja iluminada com qualidade”, afirma o diretor-presidente da Ilumina, Gutenberg de Melo.