Reinaldo Lessa transforma a Rota dos Corais em um encontro entre arte e mar
Esculturas da sereia e do peixe-boi marinho dão forma à identidade do Litoral Norte de Maceió e ampliam a presença da arte alagoana no cotidiano
Assessoria
Por Jornalista Raudrin de Lima| Jornalismo News
Quem passa pela Rota dos Corais, no Litoral Norte de Maceió, encontra mais do que uma nova paisagem à beira da estrada. Encontra duas figuras que parecem ter saído das águas para contar uma história sobre Alagoas. Nas esculturas da sereia e do peixe-boi marinho, o artista plástico Reinaldo Lessa transforma a relação do povo com o mar em arte aberta a todos os olhares.
A sereia traz o encanto das histórias que atravessam gerações no litoral. Seus cabelos e sua cauda dão movimento a uma figura que une imaginação e pertencimento. O peixe-boi, com suas formas suaves, evoca a vida marinha e convida a olhar com mais cuidado para a natureza que faz parte da identidade alagoana.
As obras mostram a amplitude da criação de Reinaldo Lessa. Conhecido também por sua produção abstrata, o artista encontra nessas figuras uma linguagem próxima de quem passa pela rodovia. A arte ganha espaço no caminho de trabalhadores, moradores e visitantes: pode ser vista de longe, admirada de perto e guardada na memória de cada pessoa de um jeito diferente.
Essa presença no espaço público ajuda a explicar a importância de seu legado. Uma escultura pode marcar um lugar, despertar curiosidade em uma criança, fazer alguém parar para uma fotografia e lembrar a todos que a cultura também vive fora dos museus. Ao dar forma a símbolos do litoral, Reinaldo Lessa deixa sua assinatura na paisagem e aproxima a população da produção artística de Alagoas.
Com uma trajetória de décadas nas artes plásticas, Lessa tem obras que integram diferentes espaços e momentos da vida cultural do estado. Agora, a sereia e o peixe-boi marinho passam a fazer parte do caminho de quem chega, sai ou vive no Litoral Norte.
Ali, entre o céu, a estrada e o mar, seu trabalho lembra que preservar a cultura é também dar lugar aos artistas que ajudam Alagoas a se reconhecer. E que uma obra se torna ainda maior quando passa a pertencer, todos os dias, ao olhar do povo.