Fé e Devoção Marcam a Tradicional Festa de Iemanjá na Pajuçara

O ponto central da festividade deste ano foi o culto conduzido pelo Babalaô Manoel do Xoroquê

Jornalista Raudrin de Lima
09/12/2025 23h31 - Atualizado há 3 meses

Maceió, AL – A Praia da Pajuçara, um dos cartões-postais de Maceió, foi palco de um evento de profunda religiosidade e devoção: a tradicional Festa de Iemanjá. A celebração, que reúne anualmente milhares de fiéis, simpatizantes e turistas, reafirma a força e a beleza das religiões de matriz africana em Alagoas.

O ponto central da festividade deste ano foi o culto conduzido pelo Babalaô Manoel do Xoroquê, uma figura respeitada na comunidade religiosa. Com cânticos e rituais, o Babalaô e seus seguidores prestaram suas homenagens e entregaram oferendas à Rainha do Mar, Iemanjá, em um cenário de grande emoção e fé.

👑 Homenagem à Realeza do Candomblé Alagoano

Um dos momentos mais significativos e emocionantes do evento foi a homenagem prestada à matriarca do Candomblé de Alagoas, Mãe Miriam.

A honraria foi concedida pelo Xirê (o círculo de celebração e danças rituais) e reconheceu Mãe Miriam com o título de "Obá do Candomblé Alagoano", que se traduz como "Rainha do Candomblé Alagoano".

A homenagem prestada a ela considerou a sua longevidade na fé (idade de santo) e o inestimável significado e a grande representatividade que ela possui dentro da religião para toda a comunidade alagoana. A demonstração pública de respeito ressaltou a importância da ancestralidade e da liderança feminina nos terreiros de Alagoas.

🌊 Um Grito de Tolerância e Respeito

Além da manifestação de fé, a Festa de Iemanjá na Pajuçara se consolida como um importante ato de resistência cultural e um pedido de tolerância religiosa. A participação maciça do público, sob o olhar atento dos que passavam pelo local, reforça a necessidade do respeito à diversidade de credos e a valorização do patrimônio imaterial afro-brasileiro.

A celebração demonstrou, mais uma vez, que a fé move e une a comunidade, mantendo vivas as tradições e o legado dos orixás no Nordeste brasileiro.


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