“Serial Killer”: Albino dos Santos tem mais dois julgamentos previstos em outubro e novembro
Júris são referentes aos crimes que vitimaram Tâmara Vanessa dos Santos e pela tentativa de homicídio contra um casal; e Beatriz Henrique da Silva e pela lesão corporal ao seu filho, de menoridade
Albino Santos de Lima, de 42 anos
Conhecido como “maior serial killer de Alagos”, Albino dos Santos Lima, acusado de uma série de homicídios, feminicídios e tentativa de homicídios, voltará ao banco dos réus nos dias 31 de outubro e 7 de novembro, em Maceió. Nos dois julgamentos, o Ministério Público de Alagoas será representado pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, que sustentará a denúncia com as qualificadoras de motivo torpe e recursos que impediram a defesa das vítimas, em ambos os casos..
No dia 31, Albino será julgado pela morte de Tâmara Vanessa dos Santos e pela tentativa de homicídio contra um casal, crimes cometidos em junho de 2024 no bairro da Ponta Grossa, região sul da capital alagoana. O júri estava inicialmente marcado para 7 de outubro, mas foi adiado a pedido da defesa.
Já no dia 7 de novembro, ele responderá pelo assassinato de Beatriz Henrique da Silva e por lesão corporal ao filho dela, menor de idade, em dezembro de 2023. Em ambos os casos, o MP denunciará o réu por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e uso de recursos que impediram a defesa das vítimas.
“Não há como negarmos que esse cidadão é de grande periculosidade, esperamos, para esta terça-feira, mais um resultado com condenação, ele precisa pagar por tudo que fez, não somente às vítimas, mas aos seus familiares. Na verdade, ele apavorou toda sociedade alagoana”, afirma o promotor.
Reprodução
Beatriz Henrique da Silva tinha 28 anos e era conhecida como Rylary Beatriz
Histórico de crimesAlbino já acumula diversas condenações por assassinatos cometidos em Maceió. Em setembro de 2025, foi condenado a 14 anos e sete meses de prisão por tentativa de homicídio contra Alan Vítor dos Santos Soares, de 20 anos, no bairro Vergel do Lago.
Também foi sentenciado a 24 anos e seis meses pela morte da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo, e, em abril, recebeu nova condenação de 37 anos pela morte do barbeiro Emerson Wagner da Silva e pela tentativa de homicídio contra uma jovem.
O réu costumava justificar os crimes alegando que as vítimas teriam envolvimento com o tráfico de drogas ou prostituição. No entanto, as investigações descartaram qualquer ligação das vítimas mencionadas com atividades criminosas.
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